Professores aprovam greve da educação no dia 15 de maio

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Professores reunidos no auditório da ADUFS (Carolina Timoteo/ADUFS)
Professores reunidos no auditório da ADUFS (Carolina Timoteo/ADUFS)

Cerca de 30 professores se reuniram no auditório da ADUFS em Assembleia Geral Ordinária na manhã desta quarta-feira (8).

A principal deliberação girou em torno da mobilização para a greve nacional da educação, que acontece no dia 15 de maio (próxima quarta-feira), contra o desmonte da educação pública através dos cortes de verbas nos institutos e universidades federais.

A aposta é que a greve da educação sirva como uma espécie de “aquecimento” da classe trabalhadora para a greve geral convocada pelas centrais sindicais unificadas para o dia 14 de junho.

“Desde as eleições, já se sabia quais eram as perspectivas deste governo para o desmonte da educação. Devemos nos organizar para que possamos dialogar com os movimentos sociais e periferias e lutar em defesa da educação pública”, defendeu a professora Tereza Cristina, do Departamento de Serviço Social.

Entre os informes, foi apresentado o calendário de atividades para a mobilização do dia 15 de maio, com assembleias de cursos e panfletagens pela UFS.

Os professores também destacaram a série de debates “Brasil em Crise”, que trará a professora Marina Barbosa (ex-presidente do ANDES-SN) para participar da mesa “Universidade, Crise e Perspectivas”, na próxima quinta-feira (16), no auditório da ADUFS.

Também foi reforçado o convite para participação de atividade com o ex-candidato à Presidência da República Guilherme Boulos, liderança do MTST, no dia seguinte (sexta, 17).

CSP-Conlutas
No próximo sábado (18), acontece a reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas, central sindical e popular à qual a ADUFS é filiada.

Na assembleia geral dos professores na manhã desta quarta, foram tirados os representantes do sindicato. O presidente Airton Souza e os diretores Marcelo Ueki e Romero Venâncio são delegados da Coordenação Estadual da CSP Conlutas/SE, enquanto professora Tereza Cristina se colocou para acompanhar o encontro como observadora.

Também foi aprovado, por unanimidade, a participação da professora Vera Núbia como representante da ADUFS na equipe de planejamento da Estatuinte da UFS.

Imposto sindical
Outro tema importante da assembleia foi a discussão da nova forma de recolhimento do imposto sindical. Ficou decidido como saída para arrecadação o débito automático em conta corrente. O sindicato fará contato com os professores associados para eles assinarem a autorização.

Por fim, a diretoria também ressaltou à categoria que está em contato com a assessoria jurídica para tomar as devidas medidas contra as mentiras direcionadas à UFS do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em entrevista à Globo News na semana passada -- que geraram reações imediatas da comunidade acadêmica, com grandes manifestações nos últimos dias.  

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