Adufs fecha os portões da UFS na Greve Nacional da Educação

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Manifestação fechou a UFS e serviu café da manhã (Roberto Oliveira/ADUFS)
Manifestação fechou a UFS e serviu café da manhã (Roberto Oliveira/ADUFS)

Não teve sono nem tempo ruim! Ainda sob os primeiros raios de sol da manhã desta quarta-feira (15), dia da Greve Nacional da Educação, as diretorias da ADUFS e do Sintufs fecharam os portões da UFS e ofereceram um café da manhã para manter de pé a luta pela educação pública no Brasil.

Mesmo antes das 6h, o presidente da ADUFS, Airton Souza, e o secretário-geral do sindicato, Marcelo Ueki, já guardavam a chave da UFS. Pouco a pouco, foram chegando demais professores, funcionários técnico-administrativos e estudantes para denunciar o corte de 47% da verba da única universidade pública de Sergipe. 

Entre os presentes, coletivos estudantis como o Afronte e a UJR, centrais sindicais como CSP-Conlutas e CUT e um representante da Pró-Reitoria de Pós-Graduação -- também atacada com cortes de bolsas da Capes, que é ligada ao MEC. 

Os residentes do Hospital Universitário (HU) ignoraram a temperatura alta e se vestiram de preto em sinal de protesto. Um deles, Carlos Adriano, em entrevista para a ADUFS, afirmou que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HU corre risco de vida. 

"Com esse corte, grande parte dos serviços podem parar. Por exemplo, a UTI. É necessário uma verba constante, quem vai comprar o medicamento e insumos, quem vai pagar os terceirizados que fazem a limpeza e o trabalho administrativos?", questionou Adriano. 

"Os cortes afetam a gente prioritariamente. Acaba com nossa formação pro SUS. Não somente a gente como estudantes e residentes, como todo profissional de saúde. Nossa causa é contra esses cortes desse governo."

E o ato seguiu emoldurado por paródias, cartazes, faixas e palavras de ordem. Por volta das 8h30, os manifestantes pararam o trânsito da Avenida Marechal Rondon na altura do portão principal da UFS. Ora no sentido Aracaju-São Cristóvão, ora fazendo o caminho inverso, dialogando com a população no gogó e com panfletos. 

Por fim, vale ressaltar o trabalho da imprensa. TV Atalaia, TV Sergipe, rádio Liberdade, rádio CBN e rádio Xodó cobriram a manifestação, entrevistando e registrando a luta da comunidade acadêmica da UFS pela educação pública, gratuita, laica e de qualidade. 

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