Centrais sindicais constroem ato unitário contra a reforma da previdência e contra a privatização da Petrobrás

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(Foto: Carolina Timoteo/ ADUFS)
(Foto: Carolina Timoteo/ ADUFS)

Na manhã desta última terça-feira (06), data marcada na câmara federal para a votação em segundo turno da reforma da Previdência Social, as centrais sindicais uniram forças e construíram um bonito ato em frente à sede da Petrobrás, na rua Acre. 

Estiveram presentes representantes da FNP - Federação Nacional dos Petroleiros, FUP - Federação Única dos Petroleiros, CSP-Conlutas, CUT, CTB,  sindicatos e movimentos sociais. O ato foi marcado por falas comprometidas com a defesa dos direitos sociais e do patrimônio brasileiro, dialogando com os transeuntes e população do bairro, fizeram coro a palavra de ordem: “Defender a Petrobrás, o direito a aposentadoria e educação é defender a soberania nacional”. 

Agnelson Camilo da Silva, geólogo da Petrobrás há 30 anos e membro da FNP - Federação Nacional dos Petroleiros, apontou em sua fala que o avanço do capital estrangeiro e a entrega do país acontece de Marechal Deodoro da Fonseca até hoje e pontuou a necessidade de a população dar uma resposta para o atual governo de extrema direita. 

“A Petrobrás ainda é uma das maiores empresas do mundo com uma reserva gigantesca. A reserva de petróleo brasileiro é apontada pelo mercado spot de Rotterdam em torno de 14 ou 15 bilhões de barris de petróleo, a reserva real de barris de petróleo da Petróleo Brasileiro SA  está em torno de 50 a 70 bilhões de barris de petróleo. Reserva é aquilo que está guardado para o futuro para que a gente possa utilizar no momento exato de uma grande crise de petróleo. Por isso a defesa desta empresa que abriu mão do maior campo de petróleo já descoberto, o campo de Libra com mais de 15 milhões de barris de petróleo. Não podemos esquecer, é preciso lembrar para não permitir que continuem as vendas de todos os nossos campos e do nosso gás.”, afirmou geólogo.

Representando a CSP-Conlutas o professor Airton Paula Souza, presidente da ADUFS afirmou que a militância em conjunto com a população devem ser radicalmente contra as privatizações e contra a reforma da Previdência. 

“No atual momento a CSP-Conlutas também aprovou em sua coordenação a luta contra os cortes da educação, ou seja a luta contra o sucateamento e a privatização do ensino público brasileiro. Nós estamos convocando todos para participar no dia 13 de novembro da grande Greve Nacional da Educação, onde nós vamos lutar contra o último projeto de privatização do governo chamado “Future-se” que é a entrega da Universidade às Organizações Sociais, um absurdo!”, complementou o professor. 

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