Docentes aprovam greve para 5 de dezembro

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Na manhã desta sexta-feira, 1º de dezembro, os docentes reunidos em assembleia aprovaram participação no Dia Nacional de Greve contra a Reforma da Previdência, convocado para 05.12 pelas centrais sindicais para defender o direito à aposentadoria tal como se conhece. Está também na pauta da greve a luta pela revogação da Reforma Trabalhista, da Lei das Terceirizações e da Emenda Constitucional (EC) 95, que impõe um teto de gastos para o orçamento público, congelando verbas por 20 anos.

O presidente da ADUFS, professor Airton Paula, afirmou durante a assembleia que o dia 5 representa o ato final de uma luta que se estendeu ao longo de 2017. Ele fez uma retrospectiva dos atos e mobilizações que marcaram o ano, a exemplo do dia 28 de abril, greve considerada histórica, em que 40 milhões de trabalhadores cruzaram os braços contra as reformas de Temer. O presidente da ADUFS enfatizou como a luta foi imprescindível para fazer o governo recuar, e que sem ela a Reforma Trabalhista já teria sido votada em 30 de março, primeira data agendada pelo governo.

Para o professor Olinto Silveira, a previdência é o último alvo do atual governo para continuar alimentando o sistema financeiro nacional e internacional à custa da população. Se por um lado o governo amplia a propaganda na mídia divulgando que a Reforma Trabalhista vem para acabar com os supostos “privilégios”, por outro, concede 1 trilhão em isenções fiscais para multinacionais do ramo do petróleo, reduzindo contribuições que fazem parte da previdência, como citou o professor Olinto.

Os professores e professoras presentes aprovaram a participação no dia 05 com bloqueio da entrada da universidade, paralisação de todas as atividades nos campi da UFS, ato conjunto com as demais entidades e panfletagem sobre os graves retrocessos que as medidas do governo representam.

ATUALIZAÇÃO - Suspensão do dia 05

Seguindo o movimento contrário à propositura inicial, ainda na manhã de hoje, as direções nacionais das centrais sindicais anunciaram a suspensão da mobilização do dia 5, diante da informação de que a Reforma da Previdência não será mais votada na Câmara dos Deputados no dia 06.12, como anteriormente divulgado. Segundo o jornal Folha de São Paulo, cogita-se o dia 13.12 para a votação, perto das férias parlamentares.

Sobre o fato, o ANDES-SN divulgou nota de repúdio à decisão tomada pelas centrais sindicais sem que houvesse consulta às bases. Na nota, o sindicato nacional dos professores convoca a categoria a manter o dia 5  como um dia nacional de luta com mobilização e paralisação, em articulação com a CSP-Conlutas, outras categorias e movimentos sociais, populares e estudantil, realizando atividades dentro das universidades, institutos federais e CEFET e organizando atos nos estados em ampla unidade (leia na íntegra aqui).

As centrais sindicais em Sergipe realizarão uma reunião hoje, às 17h, no auditório da CUT, para discutir e organizar a greve nacional diante das novas circunstâncias.

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