Trabalhadores cruzam os braços contra Reforma da Previdência

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Centrais sindicais, entidades e organizações se uniram nessa terça, 05.12, para construir o Dia Nacional de Luta e Paralisação contra a Reforma da Previdência, que está para ser votada ainda no mês de dezembro. O movimento de mobilização ocorreu a despeito da decisão nacional de cancelar as atividades, atitude fortemente repudiada pelo ANDES-SN e pelas categorias envolvidas na construção da Greve Geral.

Nos diversos protestos ocorridos pelo Brasil, os manifestantes reafirmaram a importância de continuar nas ruas e ampliar as mobilizações neste mês de dezembro para evitar um retrocesso gigantesco nos direitos previdenciários. Existe previsão que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, da Reforma da Previdência, seja votada em 13 de dezembro, em primeiro turno na Câmara dos Deputados.

Em Sergipe, durante todo o dia, houve atos e manifestações em vários pontos da cidade. Nas primeiras horas da madrugada, a ADUFS, SINTUFS e organizações populares bloquearam os portões da UFS e participaram do fechamento da Avenida Marechal Rondon, impedindo a circulação de ônibus. Pela manhã, houve também um Ato público para fechamento do comércio de Aracaju, com concentração na Praça General Valadão.

À tarde, as centrais e entidades se reuniram para um ato conjunto em frente ao Palácio dos Despachos, localizado na Avenida Adélia Franco, para combater os ataques do governo federal e estadual contra os trabalhadores e, em particular, contra o funcionalismo público e as instituições de ensino superior públicas.

A Reforma da Previdência tramita no Congresso sob a justificativa de que existe um déficit insustentável, um rombo que precisa ser sanado atacando o direito de aposentadoria da população. Porém, estudos desmentem essa informação, e a própria CPI do Senado aberta sobre o tema foi categórica em comprovar que não existe déficit. Contraditoriamente, o governo concede isenções fiscais astronômicas e perdoa dívidas de bancos e grandes empresas, em uma manifestação descarada dos reais objetivos dessa reforma.

Graças à pressão popular ocorrida ao longo do ano de 2017, a data de votação da PEC 287 foi adiada diversas vezes. Foram vários atos e mobilizações que marcaram o ano, a exemplo do dia 28 de abril, greve considerada histórica, em que 40 milhões de trabalhadores cruzaram os braços. Nesse dia 05 de dezembro, a classe trabalhadora deu novamente o recado aos parlamentares: o Brasil não aceitará o desmonte da Previdência, os cortes de verbas e a imposição de mais retrocessos nos direitos sociais.

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